O Monte Santo de Deus

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Monte Santo

A expressão "monte santo" aparece dezenas de vezes no Antigo Testamento e, embora defina dois lugares que foram importantes em diferentes períodos da história, na realidade indica a mesma área. Se examinarmos cuidadosamente a importância passada, presente e profética desse santíssimo pedaço de terra, o mais singular de todo o Universo, veremos o plano de Deus entrar em foco de uma forma totalmente inédita.
O profeta Daniel definiu a localização do santo monte de Deus quando orou pedindo que o Senhor afastasse Sua ira da cidade de Jerusalém, "teu santo monte" (Dn 9.16).
Daniel também suplicou ao Senhor "pelo monte santo do meu Deus" (Dn 9.20).
Outras passagens da Bíblia nos ajudam a entender melhor o termo monte santo de Deus. Ele se refere, na verdade, ao Monte do Templo, na cidade de Jerusalém, como em Daniel 11.45, que fala do local onde o Anticristo estabelecerá o tão aguardado templo dos judeus, no começo da Grande Tribulação.

A cidade de Jerusalém é mencionada pela primeira vez em Gênesis 14.18, numa referência ao rei de Salém (Jerusalém), um personagem misterioso chamado Melquisedeque.
A "cidade santa", Jerusalém, é citada outras 772 vezes, no Antigo e no Novo Testamentos, desde Josué 10.1 até Apocalipse 21.10. Na verdade, o que faz com que esta cidade erguida na borda de um deserto seja tão importante para a história do mundo – passada, presente e futura – é que Deus escolheu Jerusalém e, em particular, o Monte do Templo, como o local onde Ele habitará entre o Seu povo para sempre (SI 132.13-14).
MoisésO Monte do Templo, como é conhecido atualmente, é o Monte Moriá, para onde Deus disse a Abraão que levasse seu filho Isaque e o oferecesse em sacrifício (Gn 22). Esse também é o lugar onde ficava a eira que o rei Davi comprou de Omã, o jebuseu (também chamado Araúna - 2 Sm 24.18-25; 1 Cr 21.18-30). O terceiro rei de Israel, Salomão, levou sete anos para construir o primeiro templo judaico naquele mesmo Monte Moriá, o Monte do Templo (2 Cr 3.1).
Após a queda do Império Babilônico, em 539 a.C., Ciro, líder do Império Medo-Persa, permitiu que o povo judeu retomasse a Jerusalém para reconstruir o Templo no mesmo lugar onde antes se erguia o que havia sido destruído: no Monte Moriá, o Monte do Templo (Ed 1.2-4). Esse segundo Templo foi remodelado durante o governo de Herodes, o Grande, numa obra que levou cerca de quarenta e seis anos para ficar pronta e o transformou num dos mais extraordinários edifícios do mundo.
É interessante observar que, quase quarenta anos depois de Jesus ter profetizado que o Templo seria destruído e que dele não ficaria pedra sobre pedra, o general Tito, comandante do poderoso exército romano, ordenou que seus homens arrasassem o centro religioso dos judeus.
Enquanto o exército romano marchava pelo Vale de Cedrom, indo do Monte das Oliveiras para o Monte do Templo para destruir o edifício sagrado dos judeus, Tito teria dito que o Templo de Herodes era a mais bela construção que já havia visto; e o general conhecia as mais luxuosas edificações do mundo.

Chega o Islã
Monte SantoApós a devastação do Templo, em 70 d.C., o pedaço de terra mais sagrado para o povo judeu ficou abandonado e/ou profanado. Foi então que o muçulmano Omar construiu naquele local o Domo da Rocha. Esse edificio é coberto por uma abóbada dourada e foi concluído em 691 d.C., como um marco comemorativo, no lugar onde originalmente erguiam-se o primeiro e o segundo templos judaicos. O tempo em que o Domo da Rocha está ocupando esse lugar é superior em mais de trezentos anos ao tempo em que estiveram ali os dois templos judaicos. Com a construção do Domo da Rocha, teve inicio a luta palpável pela posse do mais disputado pedaço de terra de toda a criação. Ultimamente, essa luta tem se tornado cada vez mais acirrada.

Há algum tempo, o mais graduado sacerdote muçulmano do Oriente Médio, o mufti de Jerusalém, sheik Ikrima Sabri, assombrou judeus e cristãos ao afirmar que não existe nenhuma evidência de que os judeus tenham ocupado o Monte do Templo.
Além dessa declaração arrogante, que o mufti repetiu, com seu costumeiro ar provocador, quando o entrevistei no programa de televisão Day of Discovery, ele também afirmou que a mesquita de Al-Aqsa data da época de Adão e do Jardim do Éden.
Numa recente pesquisa que realizou para o Jerusalem Institute for Israel Studies, o Dr. Yitzhak Reiter afirmou:
Durante a última geração, a história islâmica e árabe de Jerusalém foi sendo gradualmente reescrita. No âmago dessa nova versão está o direito histórico dos árabes à posse de Jerusalém e da Palestina.

Seu principal argumento é que os árabes já dominavam Jerusalém milhares de anos antes dos filhos de Israel. Além de construírem a tese árabe-muçulmana, os intelectuais islâmicos estão formulando uma negação e refutação da narrativa judaico-sionista. A remoção de todo caráter judaico do Monte do Templo, do Muro Ocidental [Muro das Lamentações] e de Jerusalém como um todo faz parte desse esforço.

Reescrevendo a História
Os muçulmanos do mundo inteiro estão lentamente abandonando o nome que o islã deu ao complexo do Monte do Templo, Haram al-Sharif (Esplanada das Mesquitas), que lhe garantia o terceiro lugar entre os locais muçulmanos mais sagrados. Agora o .mundo islâmico está passando a usar exclusivamente o nome mais antigo, Al-Aqsa [o santuário mais remoto], que, segundo eles, aparece no Corão. Antes, esse nome sóse referia à mesquita com abóbada de estanho, situada na extremidade sul do Monte do Templo, mas agora está sendo usado com referência a todo o complexo do Monte do Templo, inclusive o Muro Ocidental, e não apenas para a mesquita. Esse novo conceito, somado à tradição que liga as três mesquitas de Meca, Medina e AlAqsa, está sendo usado pelos palestinos para exercer pressão sobre as nações muçulmanas, forçando-as a dar apoio ao argumento de que: "Se Al-Aqsa for insultada, os lugares santos de Meca e Medina serão os próximos".

O sheik Sabri, mufti de Jerusalém por indicação da Autoridade Palestina (AP), alega que um verso do Corão menciona a mesquita de Al-Aqsa, e acrescenta: "cujo entorno nós abençoamos", possibilitando, assim, uma interpretação expandida. O "entorno" não é definido em termos restritos, como ocorria no passado.
Eles agora dão margem à interpretação de que AlAqsa se refere a toda a cidade de Jerusalém e, mais recentemente, a todo o território de Israel.
Sabri diz que não há vestígios que provem a alegação dos judeus de que houve um Templo judaico naquele local. Esse conjunto de conceitos e hipóteses combina com a nova "história", que diz que os relatos sobre o primeiro e o segundo templos não passam de mentiras forjadas pelos judeus. Em discursos proferidos para audiências compostas por árabes, os oradores geralmente acrescentam a palavra almaz’um – isto é "o suposto" ou "forjado" – quando se referem ao Templo judaico.

Há algum tempo apareceu um artigo no site da sucursal norte do Movimento Islâmico em que o arqueólogo egípcio Abed al-Rahim Rihan Barakat, gerente do sítio a¬queológico de Dahab, no Sinai, dizia: "O mito do suposto Templo é o maior de todos os crimes de impostura histórica".
Existe também uma facwa (parecer oficial islâmico) publicada no site do Waqf de Jerusalém (entidade muçulmana que administra o Monte do Templo) que afirma que nem Davi, nem Salomão, nem Herodes construíram um Templo judaico; o que eles teriam feito foi reformar alguma construção que já estava lá desde o tempo de Adão. Essa fatwa segue a mesma linha da declaração feita pelo mufti Sabri, quando o e¬trevistei no programa Day of Discovery, dizendo que a mesquita de AlAqsa data do tempo de Adão e do Jardim do Éden.
Creio que a declaração do mufti acerca da conexão entre a mesquita de Al-Aqsa e o Jardim do Éden está no âmago da controvérsia que cerca o Monte do Templo atualmente. Por milhares de anos, a tradição judaica tem sustentado que a rocha debaixo do Domo da Rocha é a "Pedra Fundamental", o local onde o Senhor criou Adão.
Portanto, a tradição de muitos judeus religiosos é que o Jardim do Éden se localizava na área que hoje conhecemos como Monte do Templo. Numa conversa que tive com o rabino Chaim Richman, que está envolvido com o Instituto do Templo e seus esforços para reconstruir o santuário judaico no Monte do Templo, ele apresentou uma defesa, para mim bastante convincente, de sua tese de que o Jardim do Éden estava localizado ali, há cerca de seis mil anos.

O argumento começa com um estudo das palavras monte santo no Antigo Testamento. Essa expressão é usada dezenas de vezes na Bíblia. Em Ezequiel 28.14 e 16, esse termo e a expressão monte de Deus referem-se ao Jardim do Éden, no contexto. Nas outras ocorrências, a expressão se refere ao Monte do Templo, em Jerusalém (p. exemplo, Dn 9.16,20). Um estudo detalhado leva alguns de nós a acreditar que o Monte do Templo é, de fato, o lugar do Jardim do Éden.

Portanto, esse é um local sagrado para judeus, muçulmanos e cristãos.
Deus escolheu o Monte do Templo para ser a Casa onde Seu Filho, Jesus Cristo, habitará para sempre com Seu povo, o povo judeu. Esse Templo será construído pelo próprio Jesus (Zc 6.12), quando ocorrer sua Segunda Vinda à terra. Até lá, o Monte do Templo continuará sendo foco de controvérsia e conflito, enquanto judeus e muçulmanos lutam por seu controle.
Só há uma solução: a volta de Jesus Cristo para reivindicar Seu direito de propriedade ao local de Seu reino eterno. (Israel My Glory).

Fonte – Revista Chamada da Meia Noite
Janeiro de 2006 – Ano 28 – nº 01

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    Pr. Júlio César


    Nasceu em 18 de julho de 1958 e iniciou o seu Ministério na Mensagem de William Branham no mês de agosto de 1989. Atende os Tabernáculos de Joinville/SC, Blumenau/SC, Brusque/SC e Esteio/RS. Fale com o Pastor Júlio C. Santos. [CONTATO]

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